Prefeitura de VG pagou o dobro para ter medicamento à pronta entrega, afirma Secretário

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Prefeitura argumenta que preferiu pagar mais caro e garantir o kit covid à população. TCE apontou sobrepreço.

Por RepórterMT

Em entrevista ao RepórterMT, o secretário Municipal de Saúde de Várzea Grande, Diógenes Marcondes explica que comprou 50 mil unidades de Azitromicina 500mg, acima do dobro do preço de mercado, da empresa Lidyfarma Comércio de Produtos Farmacêuticos Ltda, com dispensa de licitação, pois era a única que tinha o produto a pronta entrega.

Diógenes contou que a Prefeitura realizou licitação anteriormente, e adquiriu de outra empresa 120 mil comprimidos, pelo valor unitário de R$ 2,30, entretanto já se passaram meses e o produto não foi entregue. Segundo o secretário, três notificações já foram enviadas e nada. A promessa é que 40 mil comprimidos sejam entregues no próximo dia 19 de agosto.

Diante da situação, Várzea Grande argumenta que resolveu comprar do único fornecedor disponível, para que a população não ficasse com o kit covid desfasado.

“Nós fizemos uma dispensação de licitação, com o preço maior do que tínhamos na licitação, mas por extrema necessidade de levar a medicação tempestivamente. A gente estava em pleno pico da pandemia e não tinha fornecedores. Todos os preços que a gente cotou poderiam a ser até mais barato, mas não tinha para entregar”, argumenta o secretário.

Diógenes ressalta que apesar da suspensão e investigação do Tribunal de Contas do Estado (TCE), no contrato de dispensa de licitação, esse medicamento já foi entregue e distribuído para a população da cidade.

(Foto reprodução)

 

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