MT poderá ter dificuldades para manter UTIs sem aporte da União, afirma Gallo

8
Compartilhar

Por REDFAÇÃO

O secretário de Estado de Fazenda (Sefaz) Rogério Gallo afirmou que Mato Grosso poderá enfrentar dificuldades financeiras para manter a estrutura montada na saúde pública para atender pacientes diagnosticados com a Covid-19.

De acordo com o gestor, o governador Mauro Mendes (DEM) precisará de aporte financeiro do governo federal para manter, se necessário, as Unidades de Terapia Intensiva (UTI) montadas em cidades polos do Estado.

Com o início da pandemia e com as medidas de isolamento social, o Estado apresentou uma queda de 25% em sua receita de arrecadação por meio do Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS).

“Com toda a estrutura que temos hoje nós precisamos de aporte do governo federal. O governador já falou com o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello sobre a questão”, disse na última quarta-feira (9), durante lançamento de obras de infraestrutura no Palácio Paiaguás.

Desde o início da pandemia, Mendes descartou a possibilidade da construção de um hospital de campanha levando em consideração o alto custo da obra para atendimento temporário de pacientes Covid-19.

O governo já apontou que a pandemia no estado está controlada. O último boletim da Secretaria Estadual de Saúde (SESMT) registrou mais de 100 mil casos e mais de 3 mil óbitos. “Agora, óbvio, se for necessário manter toda a estrutura que o governo já investiu para a construção das unidades de saúde, vamos precisar de apoio federal no enfrentamento da pandemia”, ressalta.

Estado de calamidade pública

Mato Grosso decretou estado de calamidade pública em 24 de março, sendo prorrogado em 17 de junho, que novamente foi postergado por meio do decreto nº 523/2020 até 30 de setembro. A medida considera o agravamento da pandemia e de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave. No entanto, Gallo não descarta a possibilidade de nova prorrogação.

“Está em análise ainda. Nós temos um estado de calamidade que está aprovado do ponto de vista nacional e com efeitos projetados até 31 de dezembro de 2021, por conta da lei complementar 173. É uma lei nacional que vincula a União, estados, municípios e o Distrito Federal”.

Compartilhar