Mourão diz que não se pode ‘debitar’ a Bolsonaro o mau desempenho de candidatos apoiados pelo presidente

3
O presidente em exercicio, general, Hamilton Mourão, fala à imprensa
Compartilhar

Vice argumentou que Bolsonaro não ‘entrou de cabeça’ nas eleições municipais. Na opinião de Mourão, partidos tradicionais de centro foram os grandes vencedores do pleito.

O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou nesta segunda-feira (16) que não se pode “debitar” os resultados das eleições municipais ao presidente Jair Bolsonaro. Mourão argumentou que Bolsonaro está sem partido e “não entrou de cabeça” na campanha.

De 13 candidatos a prefeito apoiados por Bolsonaro, nove não se elegeram, dois venceram no primeiro turno e dois foram para o segundo turno (veja resultados mais abaixo). Apesar de Mourão ter dito que o presidente não se envolvido nas eleições, na reta final da campanha Bolsonaro fez lives no Palácio Alvorada para pedir votos aos seus candidatos a prefeito e vereador.

Mourão ainda declarou, em entrevista na chegada ao Palácio do Planalto, que os partidos de “centro tradicionais foram os grandes vencedores” do primeiro turno das eleições.

“Não pode se debitar nada em relação ao presidente Bolsonaro porque ele não entrou de cabeça nessa eleição. Ele apoiou alguns candidatos aí, muito pouco, mas não tinha, você sabe que o presidente está sem partido, então, sem uma estrutura partidária fica difícil você participar de uma eleição”, disse Mourão.

O vice-presidente também afirmou que, na opinião dele, a eleição municipal mostrou que a maioria dos eleitores optou pelos políticos tradicionais.

“O que eu vi também são políticos mais tradicionais, mais conhecidos, os que foram aí eleitos já no primeiro turno em grandes cidades, e aqueles que estão competindo pelo segundo turno. Isso é uma realidade, não dá para fugir disso aí”, declarou.

Não eleitos

Em São Paulo (SP), o candidato apoiado por Bolsonaro era Celso Russomano (Republicanos), que ficou de fora do segundo turno, que será disputado pelo atual prefeito Bruno Covas (PSDB) e Guilherme Boulos (PSOL).

Em Belo Horizonte (MG), o candidato Bruno Engler (PRTB), apoiado por Bolsonaro, foi derrotado pelo prefeito Alexandre Kalil, reeleito no primeiro turno.

No Recife (PE), a delegada Patrícia (PODE), apoiada por Bolsonaro, ficou em quarto lugar na disputa, que vai para o segundo turno. João Campos (PSB) e Marília Arraes (PT) disputam o cargo.

Em Manaus (AM), o Coronel Menezes (Patriotas) ficou fora do segundo. A disputa será entre Amazonino Mendes (Pode) e David Almeida (Avante).

Em Sobral (CE), o candidato do Bolsonaro perdeu. Foi eleito Ivo Gomes (PDT), com 59,23% dos votos, enquanto Oscar Rodrigues (MDB) ficou com 40,77%.

Em Cabo Frio (RJ), com 100% das urnas apuradas o candidato doutor Serginho recebeu 33,7% dos votos, ficando em segundo lugar na disputa.

Em Cabedelo (PB), a candidata à prefeitura Morgana Macena recebeu 12,2% dos votos com 100% das urnas apuradas.

Eleitos

Entre os candidatos às prefeituras apoiados por Bolsonaro, dois se elegeram.

Gustavo Nunes (PSL) venceu a disputa pela prefeitura de Ipatinga (MG) neste domingo. Com 100% das urnas apuradas, ele contava com 40,90% dos votos.

Em Parnaíba (PI), outro candidato apoiado por Bolsonaro também foi eleito. Mão Santa (DEM) venceu com 68,34% dos votos após 100% das urnas apuradas.

Segundo turno

Marcelo Crivella (Republicanos), atual prefeito do Rio de Janeiro e apoiado por Bolsonaro, vai disputar o segundo turno com Eduardo Paes (DEM). Crivella teve 21,90% dos votos com 99,99% das urnas apuradas.

Em Fortaleza (CE), o candidato apoiado por Bolsonaro, o capitão Wagner (PROS), foi para o segundo turno com Sarto (PDT). Wagner teve 33,32% dos votos e Sarto, 35,72%.

POR G1

Compartilhar