Caso Isabele: Garota que matou se entrega à polícia, faz exame no IML e vai para o Pomeri

6
Compartilhar

A adolescente foi internada no Centro de Ressocialização Menina Moça na noite desta terça-feira

DA REDAÇÃO

A adolescente B.O.C., de 15 anos, que matou Isabele Guimarães Ramos, 14 anos, foi internada no Centro de Ressocialização Menina Moça, que faz parte do Complexo Socieoeducativo Pomeri, localizado na Capital, na noite desta terça-feira (15). Ela se entregou na Delegacia Especializada do Adolescente (DEA), após o seu advogado Artur Osti negociar, durante duas horas, para que ela fosse ouvida.

A equipe da DEA tentou cumprir a decisão judicial na tarde desta terça-feira, no entanto, a adolescente não foi encontrada. O Poder Judiciário deferiu o pedido do Ministério Público Estadual (MPE) que solicitava a internação da menor.

O advogado da família Cestari informou ao delegado Wagner Bassi que iria apresentar a adolescente, mas chegou primeiro, sem ela. Horas depois a atiradora chegou com o pai em um Toyota Corolla Branco. Por último chegaram a mãe e a irmã.

A adolescente, B.O.C. chorou o tempo todo e deu entrada em situação de desespero no Socioeducativo, após passar por exame no Instituto Médico Legal (IML). No IML, ficou menos de meia hora, e saiu pouco depois 22h30, direito para o Pomeri, onde passou a noite.

O empresário Marcelo Cestari e sua esposa Gaby Cestari, pais da adoslecesnte, deixaram a DEA pouco antes das 23h, no banco de trás do carro do advogado Artur Osti. A família e o advogado não quiseram se pronunciar sobre o caso.

Se B.O.C. não se entregasse, a polícia já tinha avisado a família que ia declarar que ela estava foragida.

Inquérito 

As investigações da morte da adolescente Isabele Guimarães Ramos, de 14 anos, chegaram ao fim no dia 3 de setembro.  A Polícia Civil entregou o inquérito e apontou quatro pessoas como responsáveis, sendo dois adultos e dois adolescentes.

Uma atuação conjunta da Delegacia Especializada do Adolescente (DEA) e da Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica), conduzida pelos delegados Wagner Bassi e Francisco Kunzê, concluiu que a morte de Isabele não foi acidente e sim intencional ou no mínimo a adolescente B.O.C. assumiu o risco de matar.

Isabele foi atingida por um disparo no nariz que saiu pela nuca, na noite de 12 de julho, na casa da família Cestari, no condomínio Alphaville I, no bairro Jardim Itália, em Cuiabá. O disparo foi feito por B.

Compartilhar