Advogado tenta estuprar mulher em entrevista de emprego.

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DA REDAÇÂO

Mais uma denúncia contra o advogado Cleverson Campos Contó, de 33 anos, veio à tona. Dessa vez a vítima foi uma candidata a uma vaga de emprego em seu escritório. Durante a entrevista, o advogado abusou sexualmente da mulher.

Com essa, já são nove denúncias registradas contra o advogado por abusos sexuais, agressões físicas e verbais, ameaças, chantagens e estupros. As vítimas vão de ex-companheiras a funcionárias.

A.M., de 30 anos, trabalhou com Cleverson em 2012, durante três meses. Ela relata que os dois tiveram muitos problemas profissionais e discussões. Diante disso, ela deixou o escritório. Mais tarde, no ano de 2018, ela encontrou o agressor em um supermercado. Ao saber que ela estava desempregada, Contó ofereceu uma vaga de secretária em seu escritório.

Com dois filhos para criar, acreditando que Cleverson tinha amadurecido, ela resolveu ir até a entrevista no Edifício Maruanã, localizado na avenida Historiador Rubens de Mendonça, na Capital.

Tudo parecia normal, ele fez pergunta sobre trabalhos, os dois falaram de horários e remuneração, momento em que ele propôs fechar o ciclo. Ele admitiu que sempre foi afim da vítima e que queria ficar com ela, momento em que ele pegou no seio esquerdo da mulher.

Imediatamente ela levantou da cadeira e disse que não havia ciclo nenhum, que isso era coisa da cabeça dele, relembrou que os dois não se davam bem e que era casada. Não aceitando o não, Cleverson abordou a vítima por trás à força enfiou as duas mãos na calça de A., abriu o botão e o zíper, puxando a calça.

Ele viu parte da calcinha da vítima, enquanto ela lutava tentando se desvencilhar do mesmo. Ele dizia no ouvido dela “deixa eu ver sua calcinha”.

A vítima conseguiu escapar e saiu correndo, enquanto olhava para trás, com medo de ser perseguida por Cleverson. Ela só se acalmou quando entrou no elevador e viu que o agressor não veio atrás dela.

Por vergonha, ela escondeu os fatos do marido e familiares, no entanto, após outras denúncias virem à tona recentemente, ela tomou coragem para denunciar seu abusador.

O advogado Eustáquio Neto, que representa a vítima, encaminhou a denúncia para a Delegacia Especializada da Mulher, na Capital, no último dia 11 de agosto.

Outro lado

O advogado de Cléverson Contó, Eduardo Mahon disse que não houve crime e que seu cliente está à diposição das autoridades para esclarecer os fatos. Ele ainda afirma que se for necessário eles provarão em juízo a inocência de Cleverson Contó. Ele reporta que ainda não apareceram provas, além de um boletim de ocorrência. Ele acredita que a defesa irá provar que não há base acusatória.

Mahon ressalta que provas referente à nova denúncia já estão sendo levantadas para refutar depoimento da vítima. “Por enquanto é uma ocorrência unilateral”, pontua o advogado.

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